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setembro
2009

02

Experiência profissional com Scrum e XP

A 2XT no ano de 2009 optou pela utilização do Scrum[1] e XP[3], uma metodologia ágil para desenvolvimento de projetos com equipes menores.

Rugby Scrum

Rugby Scrum

Nosso Baralho para o Planning Poker

2XT Scrum - Nosso Baralho para o Planning Poker

Contextualizando:
Minha participação no projeto foi a de um espectador.
Essa experiência foi muito rica, pude ampliar meus conhecimentos sobre gerência de projetos, sobre retrabalho, sobre planejamento incremental, disciplina no desenvolvimento; foco no projeto; dedicação; empenho; enfim, foram muitos os elementos que recolhi. Por isso decidi escrever esse artigo que, por um lado, retrata um reconhecimento do trabalho e empenho realizado pela equipe e por outro pela metodologia simples e eficaz que é o Scrum[1].

A experiência do ponto de vista de um observador:

O projeto a ser desenvolvido tinha um tom desafiador, existia neste uma complexidade considerável, ao estudarmos o mercado e projetos similares concluímos que estes possuem mais de 2 anos e até então não haviam sido concluídos ou não contemplavam todo o escopo/complexidade do nosso desafiador projeto.

Primeiro dia:

Fizemos um estudo para adotarmos metodologia ágeis nos projetos desenvolvidos aqui na 2XT[2].
Esse estudo nos levou ao Scrum[1] e a Extreme Programming- XP [3], eu particularmente fiquei muito feliz e surpreso pela forma que foi feito todo o processo de adoção de uma nova metodologia, esse tipo de conduta pró-ativa mostra comprometimento da equipe com o projeto e consequentemente com a empresa.

A empresa estava(ainda está e espero que nunca pare) passando por um processo de organização interna, e bons frutos já eram colhidos nessa etapa, os projetos estavam organizados, a documentação, os cronogramas, etc… tudo estava se ajeitando de forma muito clara.
Existe um Mestre de sabedoria(RAUMSOL) que fala que as idéias afins andam juntas umas das outras, talvez porque essas são amparadas por leis que não conhecemos ainda e que atuam no mundo mental e consequentemente no ambiente e na relação com as pessoas(essa é uma interpretação minha do que eu li em um livro de Logosofia[4]).

Essa excelente idéia veio somar muito com o nosso processo de desenvolvimento de projetos.

Dias depois:
Planejamos então o primeiro sprint, definimos que os sprints deveriam ter 15 dias úteis, e que sempre deveríamos seguir o que dizia a metodologia.
Assim fizemos, montamos o backlog do produto e posteriormente definimos as estórias do sprint.
A equipe colocou a mão na massa.

No início existia em mim alguns pré-conceitos relacionados à mudanças de processos, então ficava mais preocupado com o gráfico que assinalava atraso no desenvolvimento, ficava atento às atividades no scrum-board enfim, eu não estava 100% preparado para viver aquela experiência que rapidamente causou-me algumas reações(claro que contive muitas delas).

A equipe terminou o primeiro sprint, fez a apresentação, claro que muita coisa não funcionava 100% mas já existiam processos funcionais com 15 dias de projeto, isso pra mim foi uma revolução, o que fui entender mais tarde quando pude pensar mais detidamente no projeto.

Segundo sprint e outros adiante:
Durante o segundo sprint, já tínhamos aprendido um pouco sobre os termos do Scrum, e conversávamos com mais desenvoltura, observava todos os dias a equipe reunindo (todos de pé para que a reunião não se estendesse), posteriormente atualizavam o scrum-board(inicialmente feito com papel e durex colorido).

Novamente a equipe apresentou o segundo sprint, fizeram a retrospectiva apontando os pontos positivos e negativos daquele sprint, aprendemos todos um pouco mais sobre o projeto e partimos para a definição de estórias do próximo sprint.

Durante esse processo a equipe ficou muito coesa, a comunicação rolava de forma natural, a equipe tinha muito foco.

Resumão e observações feitas:
O dia a dia de trabalho, no meu modo de ver, passou a ser estimulante, todos os dias tínhamos notícias do projeto, das dificuldades a enfrentar e vencidas pela equipe, o envolvimento de outras equipes nas reuniões de sprint para intercâmbio de experiências, etc.
Destaco o empenho e o seguimento, quase que na sua totalidade, do que recomenda a metodologia, inclusive o baralho customizado com a logo da 2XT[2] foi feito para a implantação do Scrum[1]. Posteriormente, por mérito a equipe conquistou um belo quadro para montarem o scrum-board (a coisa começou a ganhar corpo e respeito de todos).
Nesse momento estamos no sexto sprint, um sprint de pente fino, o projeto já está 100% funcional.

Agora o processo de lançamento do projeto também vai para o Scrum-board.

Um desenvolvimento complexo, foi realizado em sua totalidade em 5 meses,  utilizando Scrum[1].
Fica para a próxima etapa deste artigo as considerações sobre o projeto que só posso contar após o lançamento, adianto que o nome do projeto é MuchTour.

1 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Scrum
2 – http://www.2xt.com.br
3 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa%C3%A7%C3%A3o_extrema
4 – http://www.logosofia.org.br


Comentários:

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